Quais são as melhores e as piores dietas para perder peso?

Data de publicação: 29/04/2019 12:00:00
Categoria: Dieta e Saúde

Por Amy Gorin

Qual a melhor dieta para perder peso? Essa é uma pergunta bastante comum e que pode levar a dietas restritivas perigosas e até mesmo prejudiciais à saúde. Antes de escolher uma dieta, é importante pesquisar, pois nem todos se beneficiam de um mesmo plano alimentar.

As dietas muito restritivas, por exemplo, podem levar a momentos de estresse e compulsão aliementar, e não ter valor nutricional adequado. Dietas que são viáveis por longos períodos, por outro lado, podem ajudar a manter o corpo saudável e em forma sem causar estresse. Por isso, o estilo de vida, as preferências culinárias e as condições de saúde são fatores importantes a serem considerados antes da adoção de qualquer dieta.

Além disso, é recomendada a visita a um médico antes de qualquer alteração significativa no plano alimentar, já que algumas dietas não são recomendadas para diabéticos ou grávidas, por exemplo. O profissional da saúde também pode orientar quanto à segurança da dieta a ser adotada e um nutricionista pode recomendar o melhor caminho para o emagrecimento por meio da alimentação saudável.

Saiba mais sobre dietas que podem ser saudáveis:

Baseada na alta ingestão de gordura com quase nenhum carboidrato, a dieta cetogênica, ou ceto, precisa ser seguida sem dias de folga e com seriedade. Esse tipo de plano alimentar força o corpo usar a gordura corporal como principal fonte de energia no lugar do carboidrato, levando ao emagrecimento.

Popular entre atletas e pessoas com diabetes tipo 2, essa rotina alimentar deve ser evitada por pessoas com diabetes tipo 1 ou outros problemas metabólicos. Alguns dos efeitos colaterais da keto são diarreia e constipação, fadiga, alterações de humor, dores de cabeça e mau hálito.

Baseada na alimentação disponível no período paleolítico, a dieta paleo inclui carne, peixe, aves, ovos, frutas e vegetais. Nela, grãos, laticínios, legumes, açúcar e sal estão fora do cardápio. A principal preocupação com esse tipo de dieta é a possibilidade de carência nutricional de cálcio e vitamina D, por exemplo. Por isso, pessoas com risco de osteoporose devem evitá-la.

Parecido com a dieta Keto, esse plano alimentar é rico em proteínas e pobre em carboidrato. A diferença é que nesta dieta a quantidade de carboidrato ingerida aumenta com o passar do tempo. A perda de peso é gradual ao longo do tempo, como indicam pesquisas científicas, e essa dieta não é aconselhada para pessoas com diabetes 1 ou doenças renais.

Nos Estados Unidos a dieta DASH é indicada para pessoas com hipertensão, doenças cardíacas e obesidade, por exemplo. Ela é baseada no baixo consumo de sódio e no aumento da quantidade de frutas e vegetais na alimentação.

Com a promessa de ser benéfica para o cérebro, a dieta MIND é uma combinação da dieta DASH e a mediterrânea. Esse plano alimentar dá prioridade a alimentos que podem contribuir para retardar a progressão ou o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

A base da MIND é a restrição de gorduras não saudáveis e a adição de produtos integrais e frescos à alimentação. A perda de peso é um benefício adicional dessa dieta, que enfatiza o uso de alimentos como legumes, frutas, feijão, grãos integrais, azeite, peixe e vinho.

A dieta de jejum intermitente propõe o jejum por um período de até 24 horas, uma ou duas vezes por semana. Esse é um plano alimentar que exige disciplina para evitar comer muito antes ou depois do período sem alimentação. Uma das formas de realizar o jejum intermitente é parando de comer mais cedo à noite e jejuar até o almoço do dia seguinte, por exemplo.

Esse tipo de dieta não é indicada para pessoas com diabetes tipo 2, crianças, mulheres grávidas ou lactantes, ou qualquer pessoa com histórico de transtorno alimentar.

Esse é um plano de reeducação alimentar baseado em pontos. Alimentos são pontuados de acordo com seus benefícios e calorias, e uma meta de consumo deve ser respeitada. Essa dieta propõe não apenas a perda de peso, mas mudanças na alimentação, já que estimula o consumo de verduras, legumes, frutas e carnes magras.

Um estudo publicado no American Journal of Medicine, em 2013, indica que pessoas que seguiam os Vigilantes do Peso tinham quase nove vezes mais chances de perder 10% do peso corporal, em comparação às pessoas que seguiam um plano de dieta de autoajuda.

Uma dieta vegana ou vegetariana pode promover uma vida mais saudável e reduzir os riscos de doenças crônicas. Esse tipo de padrão alimentar elimina o consumo de carne animal – vegetariano, ou de quaisquer produtos de origem animal – vegano.

Ao adotar esse tipo de alimentação é importante estar atento á possível deficiência de nutrientes como cálcio, ferro, zinco e vitamina B12.
Para os amantes da carne, uma dieta mais flexível, com redução do consumo de produtos de origem animal pode reduzir até 15% do peso. Focada em alimentos como proteínas vegetais, grãos integrais, nozes, sementes e frutas e vegetais, essa dieta pode afastar o risco de doenças cardíacas.

Mais que uma dieta, esse plano alimentar é inspirado em um estilo de vida em que a alimentação é abundante em frutas, azeite, peixe, nozes, feijão, legumes, e apenas uma quantidade moderada de vinho tinto e laticínios.

Pouco restritiva e fácil de ser seguida a longo prazo, a dieta mediterrânea pode reduzir o risco de doenças como diabetes, doenças cardíacas e doença de Alzheimer.

Bastante restritiva, essa dieta é um desafio alimentar de 30 dias em que grãos, legumes, a maioria dos laticínios, açúcar e álcool, não são permitidos na alimentação. A promessa da whole 30 é resetar o corpo e adotar novos hábitos alimentares. Porém, essa dieta pode causar deficiências nutricionais e transtornos alimentares por eliminar alimentos nutritivos como os grãos integrais e os legumes.

Dietas que devem ser evitadas
Dietas milagrosas, que prometem resultados como a perda de peso em poucos dias, devem ser evitadas, já que podem apresentar riscos à saúde. Os problemas mais comuns relacionados a esses regimes alimentares são a alta probabilidade de um efeito sanfona, complicações de certas condições de saúde, deficiência de nutrientes e compulsões alimentares.


Fonte:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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