Médico segurando a mão de uma pessoa em um leito de hospital.

Câncer de fígado: quais são os tipos e sintomas da doença?

Data de publicação: 08/11/2018 16:11:00
Categoria: Doenças

Mesmo fora da lista de tipos de câncer mais comuns, o câncer de fígado também é uma doença grave e merece atenção. O fígado é o órgão responsável por produzir a bile, substância que ajuda na digestão de gorduras, vitaminas e outros nutrientes. Também tem a tarefa de manter o corpo livre de toxinas e armazenar alguns nutrientes, e por isso ele é vital para o bom funcionamento do organismo.

Classificado em primário –quando surge no próprio órgão, ou secundário – quando surge em outras partes do corpo e atinge o fígado, o câncer de fígado é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. O tipo primário se divide ainda em quatro tipos, que têm causas diferentes: hepatocarcinoma, colangiocarcinoma, angiocarcinoma e hepatoblastoma.

Geralmente causado por cirrose hepática, ligada ao alcoolismo ou à hepatite crônica, o hepatocarcinoma é agressivo e corresponde a 80% dos casos. Já o colangiocarcinoma está relacionado à inflamação das vias biliares, e é mais comum em países asiáticos e africanos.

O angiocarcinoma é um tumor dos vasos sanguíneos do fígado, e é associado a substâncias químicas, como o cloreto de vinila, usado na produção de alguns plásticos. O quarto tipo de câncer de fígado é aquele que se desenvolve em crianças de até três anos, com predominância no sexo masculino, esse tipo é raro, e é chamado hepatoblastoma.

Silencioso em seus estágios iniciais, o câncer de fígado apresenta alguns sintomas em fases mais avançadas. As pessoas que sofrem da doença podem sentir dor abdominal, além de apresentar pele e branco dos olhos em tons amarelados, emitir fezes brancas, sentir náusea, fazer vômito, ferir-se e sangrar com facilidade, além de sentir fraqueza e fadiga.

É comum que o câncer de fígado seja diagnosticado em estágio já avançado. Para identificar o problema, os profissionais da saúde recorrem a recursos como a tomografia, a ressonância magnética e a biópsia.

Em estágios iniciais, a doença pode ser diagnosticada por meio de exame de sangue, já que os fígados doentes produzem substâncias que não são encontradas no sangue de pessoas com um órgão saudável.

O câncer de fígado costuma acometer pessoas com mais de 50 anos, além daquelas que são portadoras de hepatite crônica. Também estão na zona de risco as pessoas com problemas de alcoolismo, que consomem mais de duas doses de bebidas alcóolicas por dia.

Além disso, aqueles que tiveram contato com aflatoxina, uma substância tóxica produzida por fungos e encontrada em alimentos têm risco de desenvolvimento de câncer de fígado. Por fim, pessoas obesas e com diabetes também têm mais risco de sofrerem da doença.

As formas de tratamento para o câncer de fígado dependem de uma série de fatores, como a localização dos tumores, o estágio da doença e se ela está espalhada por outros órgãos.

Uma das principais formas de tratamento é a retirada de parte do órgão, quando o câncer está concentrado nele. Há também a possibilidade de que seja necessária a realização de quimioterapia, radioterapia e até mesmo um transplante de fígado.

Vacinar-se contra hepatite B é uma das formas de se proteger contra o câncer de fígado. Além disso, é importante precaver-se contra a hepatite C, transmitida sexualmente ou por objetos compartilhados, como agulhas, por exemplo. Beber com moderação, evitar o sobrepeso e aderir uma dieta balanceada também são dicas essenciais na prevenção da doença.

É importante ressaltar que buscar ajuda médica quando há qualquer sintoma pode ajudar no diagnóstico precoce da doença, o que contribui para um tratamento mais eficaz.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella

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