Câncer de mama ganha novo aliado na luta contra a doença SalutemPlus

Câncer de mama ganha novo aliado na luta contra a doença

Data de publicação: 18/10/2018 14:05:00
Categoria: Doenças

19 de outubro- Dia Internacional contra o câncer de mama

A luta contra o câncer de mama ganhou um novo aliado no Brasil: o succinato de ribociclibe. O novo medicamento, indicado para tratamento de tumores avançados, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho deste ano.

No Brasil, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, e pode chegar a etapas avançadas caso não seja diagnosticado com rapidez. E é nesses casos, em que o tumor se espalhou por outros órgãos ou está em estágio agressivo, que o novo medicamento se torna uma arma poderosa contra o desenvolvimento da doença. Quando combinado à hormonioterapia, o ribociclibe pode reduzir em até 43% o risco de progressão do câncer de mama.

Como funciona o medicamento?
O succinato de ribociclibe atua inibindo um grupo de enzimas, chamadas de ciclinas dependentes de quinases (CDK), que aceleram o crescimento celular do câncer, evitando o desenvolvimento do tumor e causando sua remissão. Ele combate câncer de mama avançado com receptores para hormônios sexuais (marcados pela sigla RH+) e sem o gene HER 2 (ou HER 2 negativo), tipo que corresponde a 69% dos tumores nos seios.

O tratamento não é feito exclusivamente com a fórmula, que é associada ao tratamento hormonal. A administração do medicamento é oral, o que torna o tratamento mais simples, e os efeitos colaterais desse tratamento são considerados mais leves que os da radioterapia, por exemplo.

Um efeito indesejado de seu uso é a possível redução do número de células de defesa do organismo, entretanto, esse efeito colateral ainda não foi associado a infecções graves. Entre os outros possíveis efeitos colaterais do remédio estão: dores de cabeça e nas costas, fadiga, diarreia, vômito e queda de cabelo.

Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?
A lista de fatores de risco de desenvolvimento de câncer de mama inclui idade, histórico reprodutivo, fatores comportamentais e ambientais, bem como fatores genéticos e hereditários. Além disso, a obesidade, o consumo de bebidas alcoólicas, a menstruação precoce e o uso de contraceptivos orais por tempo prolongado também são conhecidos como fatores de risco da doença.

É possível prevenir o câncer de mama?
O Instituto Nacional do Câncer indica que as chances de desenvolvimento de câncer de mama são até 28% menores em pessoas que mantém uma alimentação adequada, praticam atividades físicas e adotam um estilo de vida saudável. A amamentação também é considerada um fator de proteção contra a doença.

A recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres com idade entre 50 a 69 anos de idade realizem uma mamografia de rotina a cada 2 anos, para que seja possível diagnosticar a doença em estágios iniciais, caso ocorra.

É importante manter visitas regulares ao médico, e buscar ajuda profissional caso perceba qualquer alteração na mama.

Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor técnico: Geraldo Majella


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