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Sarampo: o retorno da doença ao Brasil

Data de publicação: 26/07/2018 00:00:00
Categoria: Doenças

O sarampo não é doença só de criança. Pessoas de todas as idades estão vulneráveis à doença, que é viral e contagiosa. Transmitida de forma similar à gripe, o sarampo é disseminado por meio da tosse, da fala e das secreções da pessoa infectada pelo vírus.

O Brasil, que havia recebido um certificado de eliminação da circulação do vírus em 2016, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), voltou a registrar casos em 2018. Neste ano, o Ministério da Saúde já registrou mais de 600 ocorrências de sarampo no país, sobretudo em Roraima e no Amazonas.

De acordo com o órgão público, o surto da doença está sendo causado pela importação de casos de outros países, em regiões brasileiras em que a vacinação é precária.

Quais são os sintomas do Sarampo?
O sintoma mais conhecido de sarampo são as manchas vermelhas que se espalham pelo corpo, e que aparecem depois dos sintomas iniciais, que são irritação nos olhos, secreção no nariz, manchas brancas na parte interna da boca, mal estar e tosse persistente.

As manchas começam no rosto e progridem em direção aos pés, e têm duração mínima de três dias. É logo após o aparecimento delas que costuma-se realizar o teste para identificar a doença.

O período total de infecção costuma durar cerca de uma semana, depois disso as manchas na pele tornam-se escuras e podem descamar. Febre alta após esse período pode ser um sinal de alerta para complicações, como as infecções respiratórias, otites, diarreia e doenças neurológicas. Em casos graves, podem ocorrer lesões cerebrais e infecções no encéfalo, além do risco de morte.

Como o sarampo é tratado?
Não há tratamento específico para a doença. Para casos mais graves, os pacientes infectados com o vírus do sarampo recebem doses de vitamina A. Além disso, é recomendada a ingestão de líquidos e é feito controle da febre.

Como se prevenir?
A maneira mais fácil de se prevenir contra o sarampo é por meio da vacinação, disponível nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS). Com fórmula combinada, a vacina previne contra a rubéola, a caxumba e o sarampo, e pode ser tomada por adultos e crianças.

Em geral, a primeira dose da vacina é aplicada no primeiro ano de vida e a segunda entre os quatro e os seis anos de idade.

É importante ressaltar que a vacina não é recomendada para gestantes, menores de seis meses de idade e pessoas com suspeita da doença. Por isso, é importante procurar um médico antes de colocar o cartão de vacinação em dia.

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Fontes

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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