Sífilis: você sabe o que é e como a doença se manifesta? SalutemPlus

Sífilis: você sabe o que é e como a doença se manifesta?

Data de publicação: 17/07/2018 00:00:00
Categoria: Doenças

Silenciosa, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) ou Doença Sexualmente Transmissível (DST), que também pode ser passada de mãe para filho. Inicialmente assintomática, a doença é um risco, sobretudo durante a gravidez, podendo causar malformação no bebê e até abortos.

Registros do Ministério da Saúde apontam a ocorrência de mais de 140 mil casos no Brasil, em 2016, entre casos de sífilis em adultos, gestantes e bebês. Com aumento de 28% das ocorrências naquele ano, o país passou por uma epidemia da doença.

O que é a sífilis?
A sífilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Classificada em quatro estágios, a doença apresenta sintomas diferentes em cada um deles.



A sífilis primária, logo após a infecção, é o primeiro estágio da enfermidade, no qual aparece uma lesão pequena e indolor no local onde a bactéria penetrou no organismo, seja na boca, no ânus, na vagina, no pênis, ou outro local. Essa pequena úlcera desaparece, mesmo sem tratamento, entre duas a seis semanas após o contágio.

A segunda fase da doença, chamada sífilis secundária, apresenta sintomas como manchas pelo corpo, principalmente na palma das mãos e na planta dos pés. Esse sinal da sífilis pode ser confundido com alergias ou outras enfermidades, e também desaparece independentemente de tratamento, em poucas semanas.

Os sintomas param de aparecer quando a sífilis alcança seu estado latente, dificultando o diagnóstico da doença. Caso não seja detectada nesse momento, a enfermidade pode alcançar o estágio terciário, que leva a sérias consequências para o portador.

Na sífilis terciária, o paciente apresenta lesões na pele, nos ossos, no sistema cardiovascular e até mesmo no sistema neurológico. Espalhada por todo o corpo, a doença pode levar décadas para alcançar esse estágio, que pode levar à morte.

Como se contrai sífilis?
A sífilis adquirida é transmitida entre parceiros, durante o ato sexual, ou contato com sangue infectado. Mesmo sem sintomas, o portador da doença pode transmiti-la, sobretudo quando ela se encontra nos estágios primário e secundário.

Há ainda os casos em que a doença é passada de mãe para filho, ainda no útero ou no parto, conhecida como sífilis congênita. De acordo com campanha realizada pelo Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade em crianças que contraem a doença é de 40%.

Por isso, é importante que as gestantes realizem testes nos primeiros meses de gravidez, já que a enfermidade pode causar abortos, partos prematuros, além de malformações no bebê. Crianças não diagnosticadas podem ter complicações que danificam os ossos, o cérebro e podem ter consequências como a cegueira e a surdez.

Como se diagnostica sífilis
O diagnóstico de sífilis pode ser feito por meio de um teste rápido, disponível gratuitamente em postos de saúde, ou por meio de exame de sangue. A doença tem cura e, após a diagnose, o tratamento é feito com penicilina.

A principal maneira de prevenir-se contra o contágio pela bactéria que causa a sífilis é fazer uso de preservativo – feminino ou masculino – durante as relações sexuais, inclusive quando é praticado sexo oral. A sífilis congênita é prevenida com eficiência quando as gestantes fazem acompanhamento pré-natal adequado e submetem-se ao exame necessário para detectar a doença.

Fontes

Tradutor e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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