As mulheres dos dois lados das urnas no Brasil Ligado na Saúde

As mulheres dos dois lados das urnas no Brasil

Data de publicação: 13/03/2018 16:32:00
Categoria: Curiosiodades

O direito de voto para mulheres foi conquistado há menos de um século, no Brasil. Apesar de terem um papel importante na política do país, foi apenas em 1932 que presidente Getúlio Vargas assinou a lei que garantia o direito de voto às mulheres brasileiras.

Mesmo que modelos de política democrática, que pressupõe a eleição de representantes por meio do voto, existam desde a Grécia Antiga, por vários séculos as mulheres foram impedidas de participar das atividades políticas. O primeiro país a conceder permissão ao voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1893. No Reino Unido, o sufrágio feminino veio em 1918, depois de muitas manifestações.

Por aqui, quando a discussão sobre o voto feminino iniciou-se no Congresso brasileiro, a maioria dos deputados ainda considerava as mulheres inferiores e um risco à preservação da família brasileira.

O decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, que incluiu as mulheres nas eleições, trazia como definição de eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. Mesmo sem a distinção por gênero, o voto restringia-se às mulheres alfabetizadas. Apenas a partir de 1934 foi permitido voto a todas as mulheres e, em 1946, ele passou a ser um dever.

Curiosamente, cinco anos antes da lei assinada por Vargas, o Rio Grande do Norte registrou o primeiro voto feminino, assim como a eleição da primeira prefeita da América Latina, de acordo com o jornal The New York Times. Em 1928, na cidade de Mossoró, Celina Guimarães Viana, de 29 anos, cadastrou-se em um cartório para ser incluída na lista de eleitores.

Do outro lado das urnas, surgia a primeira mulher eleita no Brasil, a prefeita de Lajes, Alzira Soriano de Souza. Em âmbito internacional, a primeira presidenta eleita no mundo foi Vigdís Finnbogadóttir, em 1980, na Islândia. No Brasil, a primeira presidenta foi eleita em 2010.

Entre 1890 e 1994, mulheres da maioria dos países conquistaram o direito de votar e se candidatar a um cargo público. Ainda assim, em alguns países o sufrágio feminino levou ainda mais tempo para ser estabelecido. O que já era direito das Finlandesas, em 1906, só tornou-se lei na África do Sul em 1993, e na Arábia Saudita, as mulheres passaram a votar em 2011.

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Fontes:

Tradutora e redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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