A sala de espera de um hospital cheia de pacientes a espera de atendimento, com os dizeres: Dengue, Chikungunya e Zica: você sabe qual a diferença?

Dengue, Chikungunya e Zica: você sabe qual a diferença?

Data de publicação: 15/05/2019 12:07:00
Categoria: Doenças e Sintomas

Nos primeiros meses de 2019, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 264% no número de casos de dengue no país. Essa doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão de outros arbovírus, como zika e chikungunya.

As três doenças provocam sintomas parecidos e, por isso, costumam ser confundidas. Febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (machas vermelhas pelo corpo), são sinais das três doenças, de acordo com dados da Fiocruz.

Quais são as diferenças entre as três doenças?
Entre as três doenças, a dengue é a mais letal devido ao número de casos, por isso, considerada a mais perigosa. Sem tratamento específico, seus sintomas costumam desaparecer dentro de dez dias.

Apesar dos sintomas similares, dengue, zika e chikungunya têm características específicas. A dengue e a chikungunya compartilham a febre alta, acima de 39°C e de início imediato. Em casos de zika pode haver febre baixa. Já a vermelhidão nos olhos pode ocorrer em casos de zika e chikungunya, mas não é comum em quadros de dengue – que costuma provocar dor nos olhos.

Nos casos de chikungunya, o principal sinal clínico é a forte artralgia, ou seja, dores intensas nas articulações, principalmente nos pés e nas mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Essas dores são ocasionadas por um processo inflamatório e podem ser acompanhadas de edemas e rigidez.

Na fase subaguda ou crônica da doença, esse sintoma pode persistir por meses e até mesmo anos, sobretudo em idosos. Em pacientes com dengue e zika a artralgia tem intensidade leve a moderada.

A principal característica da zika é a coceira intensa, com manchas vermelhas pelo corpo, que pode surgir logo nas primeiras 24h de contaminação pelo vírus. A evolução da doença é benigna e os sintomas tendem a desaparecer dentro de uma semana. De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da doença da mãe para o feto pode estar relacionada à microcefalia.

Quais são os sinais de alerta para casos críticos de dengue?
A dengue pode ir de leve e assintomática até uma forma mais grave: a dengue hemorrágica. Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome; vômitos persistentes; sangramento de mucosa ou outra hemorragia; aumento progressivo do hematócrito; e queda abrupta das plaquetas são sinais de alerta.

Como é feito o tratamento e a prevenção dessas doenças?
O repouso, a hidratação intensa e o uso de medicamentos para tratar os sintomas como febre e dores são as formas de tratamento para as três doenças, para as quais ainda não há tratamento específico. É importante ressaltar que é necessário buscar atendimento médico em casos de suspeita dessas doenças, assim como se deve evitar a automedicação.

A prevenção para todas elas é a mesma: o uso de repelentes e evitar a proliferação do vetor, o mosquito Aedes aegypti. De acordo com estudos, é mais fácil extinguir o inseto em sua fase aquática (larva e pupa)

Inhame cru ajuda no combate à dengue?
O suco de cará tem sido associado à prevenção da dengue e à eliminação de seus sintomas, mas especialistas alertam que não há base científica que comprove sua eficácia contra a doença.

“Não existe estudo que comprove a eficácia e efetividade nesse recurso contra a dengue. Os nutricionistas apontam para a importância do cará para a estimulação do sistema imune. Isso seria importante em qualquer doença, e inclusive para manter a saúde”, afirma Marise Fonseca, professora do departamento de clínica médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

De acordo com a médica, é importante tomar cuidado com a higienização de alimentos crus, para que não haja ingestão de parasitas e bactérias. Além disso, a ingestão de vitamina B e própolis, associadas a métodos de repelir o mosquito transmissor, também não tem eficácia garantida por estudos científicos.

Fontes
TV UFMG
Ministério da Saúde - 1
Fiocruz - 1
Fiocruz - 2
Fiocruz - 3
Ministério da Saúde - 2
Tradutora e Redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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