Uma criança em frente a um prato de doces e uma cesta de frutas olhando fixamente para os doces, com os dizeres: Obesidade infantil: quais são as causas e riscos para a saúde

Obesidade infantil: quais são as causas e riscos para a saúde?

Data de publicação: 07/05/2019 09:00:00
Categoria: Doenças e Sintomas

O sobrepeso e a obesidade não são uma exclusividade dos adultos. Desde cedo, fatores como os maus hábitos alimentares, o sedentarismo e os problemas psicológicos causam graves efeitos à saúde. No Brasil, estima-se que a cada três crianças, uma está acima do peso ideal para sua idade, e que aquelas que já são consideradas obesas tem 80% de chances de sofrer com a doença também na vida adulta.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), considera a obesidade uma epidemia global, e estima que mais de 41 milhões de crianças sofrem com a doença no mundo. No Brasil, esse número está crescendo e, caso a situação não seja controlada, o país terá 11,3 milhões de crianças obesas em 2025.

O que causa a obesidade infantil?
Muitas calorias ingeridas e pouca energia gasta não é a única fórmula para a obesidade infantil. Além disso, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como o histórico familiar e os fatores psicológicos.

Maus hábitos alimentares, como a substituição de refeições por lanches e alimentos gordurosos, prejudicam a saúde das crianças. Além disso, as calorias consumidas durante o dia dificilmente são gastas, já que os pequenos costumam desempenhar atividades relacionadas à tecnologia nos momentos de lazer, ao invés de brincadeiras que exijam esforço físico.

A ansiedade e a depressão também são fatores importantes a serem considerados diante da obesidade infantil, já que essas condições podem causar alterações no apetite. Na escola, essas doenças podem até mesmo se agravar, caso haja preconceito e o bullying entre os colegas.

Quais são as consequências do sobrepeso na infância?
Além das chances de tornar-se um adulto obeso, já na infância o excesso de peso interfere na saúde da criança. Pelo menos 26 doenças crônicas estão relacionadas à obesidade, entre elas a diabetes, a resistência à insulina, a hipertensão, as complicações gastrointestinais e as doenças cardiovasculares.

O excesso de peso também está relacionado a problemas do sono. Sem o descanso apropriado, as crianças podem enfrentar problemas que vão desde o desequilíbrio hormonal ao baixo desempenho nas salas de aula. Ainda no contexto escolar, o preconceito contra pessoas acima do peso pode prejudicar as habilidades sociais dos pequenos.

De que maneira a obesidade infantil pode ser combatida?
É possível começar a prevenir a obesidade infantil desde a gravidez. Um pré-natal adequado, com a devida atenção a doenças como diabetes e obesidade gestacional, pode contribuir para a saúde da criança. Ao nascer, é na alimentação exclusiva com o leite materno, nos primeiros seis meses, que o bebê reduz as chances de desenvolvimento de doenças como a obesidade.

Durante o crescimento, é imprescindível que a criança tenha uma alimentação balanceada, rica em frutas e verduras, evitando as guloseimas, lanches doces e alimentos gordurosos. Também é importante que os pequenos aprendam a dar mais atenção às refeições e que não realizem atividades, como jogar ou ver televisão, enquanto comem.

Além do controle com o horário das refeições, é essencial que haja horário definido para dormir. A falta de descanso noturno pode aumentar o apetite e a preferência por alimentos calóricos e, por isso, o sono é importante para o controle do peso.

Por fim, beber água e praticar atividades físicas também estão na lista de atitudes a serem adotadas para um estilo de vida mais saudável, e com menos chances de desenvolvimento de obesidade infantil. Para as crianças acima do peso ou obesas, é importante acompanhamento médico, para garantir um desenvolvimento com mais saúde.

Fontes
FioCruz
BBC
USP - Universidade de São Paulo
Nações Unidas - Brasil
Healthline
Saúde - Abril

Tradutora e Redatora: Daniela Souza
Revisora: Paula Ávila
Designer: Raphael Alpoim
Diretor Geral: Geraldo Majella

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